domingo, 11 de abril de 2010
Tipografia
Nao podemos desligar, como é óbvio, a tipografia com o desenvolvimento da escrita. Gutenberg foi o grande impulsionador da tecnologia de imprensa. Graças a ele surgiu uma forma de escrita muito mais barata e prática do que as edições copiadas à mão e que permitiu a disseminação da palavra escrita. Esta disseminação e consequente aumento da disponibilidade de livros incentivou a alfabetização do povo, fazendo com que os livros deixassem de ser um bem exclusivo da nobreza e do clero.
"Gutenberg adaptou uma prensa originalmente usada para espremer uvas para fabricação de vinho. Desenvolveu um método de fundir o tipo de metal em peças individuais que variavam em largura, mas mantinham uma altura precisa e consistente. Construiu uma moldura rectangular de ferro (a rama), na qual as páginas de tipos eram compostas, para segurar o posicionamento do tipo no leito (ou cofre) da prensa de impressão. Finalmente, formulou tintas com consistência correcta para o uso de tipos fundidos em metal (uma liga de chumbo, antimónio e estanho) e aperfeiçoou técnicas de registo (alinhamento preciso de tipos e imagens no papel), a fim de obter impressões claras e correctas e manter as margens da página impressa sem manchas de tinta. Em resumo, Gutenberg refinou detalhes que fizeram da imprensa um processo viável de reprodução gráfica." (FONSECA, Joaquim "Tipografia e design gráfico")
terça-feira, 16 de março de 2010
Composição - aula 3
Na aula de hoje terminámos a nossa composição.
No freehand colocamos as imagens dentro de um quadrado de 12cm de lado e de um círculo com 15cm de diâmetro.
O resultado foi o seguinte:domingo, 14 de março de 2010
Composição - aula 2

Nesta aula , preocupámo-nos em arranjar um fundo para a imagem do cavalinho e, por isso, recorrendo aos elementos básicos de comunicação visual, pensamos que seria bom aplicar um fundo só com pontos. Contudo esses pontos possuem a particularidade de conterem no seu interior a imagem do cavalinho que foi retirada para que a imagem principal se baseasse no contorno.
Para criar também algum movimento no próprio fundo da imagem, criámos uma sequência nos próprios cavalinhos, daí que nuns pontos eles estejam centrados, noutros a sugerir um movimento para a frente e noutros um movimento para trás.
Quanto à imagem central, através da sobreposição de mais dois planos do contorno no cavalinho, criou-se esta imagem de modo a suscitar igualmente a sensação de movimento.
Técnicas de Comunicação Visual
As técnicas são as seguintes:
- Equilíbrio (mais formal) e Desequilíbrio (menos formal)
- Simetria (mais estático) e Assimetria (mais dinâmico)
- Regularidade (estabelece uma ordem que se baseia num princípio que não permite desvios) e Irregularidade (não há uma norma que defina uma certa uniformidade)
- Simplicidade (facilidade na construção do processo de obtenção da imagem) e Complexidade (dificuldade na construção do processo de obtenção da imagem )
- Uniformidade (os elementos que compõem a imagem são vistos como um todo) e Fragmentação (os elementos que compõem a imagem são vistos como peças separadas mas que apesar disso se relacionam entre si)
- Economia (há um número muito reduzido de elementos que compõem a imagem) e Profusão (há um grande número de elementos)
- Reticência (não são dados a conhecer ao observador todos os elementos da imagem dando-lhe maior liberdade de intrepretação) e Exagero (directamente relacionado com o conceito de escala)
- Previsibilidade (permite com base num elemento mínimo prever a totalidade da informação contida na imagem) e Espontaneidade (mais emotiva e impulsiva)
- Actividade (reflecte movimento) e Passividade (mais estática e, por isso, com ausência de movimento)
- Subtileza (menos ousado) e Audácia (mais ousado)
- Neutralidade (nenhum elemento da imagem se destaca face ao outro) e Acento (há um elemento da imagem que se destaca)
- Transparência (os elementos, ainda que sobrepostos, permitem visualizar o que se encontra atrás) e Opacidade (os elementos estando sobrepostos não permitem visualizar o que se encontra atrás)
- Coerência (quando existe uma grande aproximação temática na composição) e Variação (quando não há uma temática comum a todos os elementos da imagem)
- Realismo (a imagem representa a realidade) e Distorção (há um desvio das formas do real)
- Plano (ausência ao apelo de dimensão; não há distância) e Profundo (existe dimensão; existe distância)
- Singularidade (toda a composição se baseia em torno de um elemento da imagem) e Justaposição (há interacção de pelos menos dois elementos da imagem)
- Sequencialidade (existe uma relação de sequência entre os elementos da imagem) e Aleatoriedade (não existe uma relação de sequência entre os elementos da imagem)
- Agudeza (definição dos contornos) e Difusidade (pouca definição dos contornos)
- Continuidade (como se fosse uma narrativa, algo que se prolonga para além do que é visível no papel) e Episódico (representado pelo que está no papel)
segunda-feira, 8 de março de 2010
Composição - 1ª aula
Inicialmente a ideia principal era utilizar um cavalinho de madeira, dado que a letra da música remete para a infância. Contudo, quando foi recortado o cavalinho, o resultado foi este que se apresenta, e que me pareceu ser mais interessante para a composição, utilizando desta forma o elemento básico visual do contorno.
De seguida foi utilizado o efeito sépia para a imagem ficar com um tom mais acastanhado que vao mais ao encontro daquilo que caracteriza as nossas lembranças passadas.
Elementos Básicos da Comunicação Visual
É a unidade mais simples e mínima da comunicação visual. As formas pontuais podem apresentar qualidades expressivas diferentes que resultam da sua dimensão, posição e organização no plano. A posição do ponto num plano ou a sua concentração, dispersão ou dissolução pode criar sensações de instabilidade, estabilidade , movimento ou tensão na imagem.
A linha
A linha surge quando os pontos se encontram de tal maneira próximos que se torna difícil distingui-los. Pode servir para definir a forma, pelo contorno, mas pode também possuir um valor plástico adquirindo diferentes expressões.
A expressão da linha deriva não só do seu registo, isto é, espessura, força , textura ... mas também dos seus ritmos e movimentos e da maneira como ocupa e se organiza no espaço visual.
As linhas podem ser:
- rectas: transmitem força e estabilidade
- curvas: transmitem dinâmica
- onduladas: transmitem entusiasmo e emoção
Contudo, quando estas se organizam no espaço podem ser:
- horizontais: transmite quietude, repouso e estabilidade
- verticais: transmitem dinamismo, espiritualidade, equilíbrio
- oblíquas: sugerem movimento
A direcção
Está directamente relacionado com a explicação anterior: as linhas podem ser horizontais, verticais, diagonais ou curvas.
A tonalidade
Tal como o próprio nome indica refere-se à própria cor. As diferentes gradações de uma determinada cor definem a sua tonalidade.A escala
Caracteriza-se pela capacidade que um objecto possui de se demonstrar ou medir face a outro objecto. Assim, a escala o tamanho de um objecto torna-se relativo pois pode ser considerado maior ou menor tendo em conta o tamanho do objecto ao qual é comparado.
A dimensão
Relaciona-se com a noção de perspectiva.
A textura
Pode ser chamada"a pele dos objectos". Ela é-nos percepcionada através de dois sentidos: o tacto ou a visão que nos ajudam a caracterizar a aparência e da forma como áspera ou rugosa, macia ou lisa, fria ou quente... Assim, de acordo com a matéria que constitui determinado objecto, ou de acordo com o modo como a superfície da forma foi trabalhada, poderemos ver e sentir de modo diferente essa superfície, caracterizando a sua textura.
O movimento
Relaciona-se com o modo como elaboramos uma determinada composição, com o objectivo de sugerir dinâmica aos olhos de quem a observa.
segunda-feira, 1 de março de 2010
Caçador de sóis
Escondi nos teus caracóis,
A estrela mais bonita, que eu já vi
Eu cresci com um encanto
De ser caçador de sóis
Eu já corri tanto, tanto para ti
Fui um préncipe encantado
Montado nos teus joelhos
Um eterno enamorado a valer
Lancelote de algibeira
Mas segui os teus conselhos
Para voltar à tua beira
E ser o que eu quiser
Os teus olhos foram esperança
Os meus olhos girassóis
Fomos onde a vista alcança da nossa janela
Já deixei de ser criança
E tu dormes à lareira
Ainda sinto a minha estrela
Nos teus caracóis



