A tipografia surgiu há cerca de 500 anos, no período do Renascimento e é considerada uma das maiores revoluções ocorridas no mundo ocidental na medida em que democratizou a divulgação da informação , o que resultou em grandes mudanças a nível político, económico e religioso. Possui os seus próprio elementos caracterizadores que a qualificam como uma forma de expressão.
Nao podemos desligar, como é óbvio, a tipografia com o desenvolvimento da escrita. Gutenberg foi o grande impulsionador da tecnologia de imprensa. Graças a ele surgiu uma forma de escrita muito mais barata e prática do que as edições copiadas à mão e que permitiu a disseminação da palavra escrita. Esta disseminação e consequente aumento da disponibilidade de livros incentivou a alfabetização do povo, fazendo com que os livros deixassem de ser um bem exclusivo da nobreza e do clero.
"Gutenberg adaptou uma prensa originalmente usada para espremer uvas para fabricação de vinho. Desenvolveu um método de fundir o tipo de metal em peças individuais que variavam em largura, mas mantinham uma altura precisa e consistente. Construiu uma moldura rectangular de ferro (a rama), na qual as páginas de tipos eram compostas, para segurar o posicionamento do tipo no leito (ou cofre) da prensa de impressão. Finalmente, formulou tintas com consistência correcta para o uso de tipos fundidos em metal (uma liga de chumbo, antimónio e estanho) e aperfeiçoou técnicas de registo (alinhamento preciso de tipos e imagens no papel), a fim de obter impressões claras e correctas e manter as margens da página impressa sem manchas de tinta. Em resumo, Gutenberg refinou detalhes que fizeram da imprensa um processo viável de reprodução gráfica." (FONSECA, Joaquim "Tipografia e design gráfico")
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